Não devemos subestimar a importância da rolha na qualidade do vinho. Inicialmente eram utilizados outros materiais como estopa, pano, crina de cavalos e pergaminho, chegando-se finalmente a utilização da rolha de cortiça para tampar as garrafas de vinho. A idéia de empregar a cortiça como rolha é atribuída a Dom Perignon. A cortiça possui qualidades que até agora a tornaram praticamente insubstituível: porosidade, leveza, elasticidade, impermeabilidade e isolamento. Virtudes alcançadas graças ao fato de possuir centenas de células agregadas, com muito ar, em cada centímetro cúbico. Existem diversos tipos de rolhas de cortiça que são empregadas conforme o tipo de vinho. São basicamente cinco os tipos de rolhas: monolítico, granular aglomerado, composto de fatias de cortiça natural e aglomerado, composto de seções de cortiça natural e a de alta tecnologia.
Uma rolha de má qualidade pode comprometer a qualidade do vinho, transmitindo o desagradável e irreparável sabor de rolha, tal defeito pode ser conseqüência de pequenos parasitas nas fendas da rolha ou mofo, ou ainda pelo cloro utilizado no alvejamento da rolha. Ocorre do odor de rolhas ser fugaz, bastando descartar os primeiros centilitros da bebida. Daí a obrigação dos someliers em verificar pelo olfato a qualidade da rolha antes de colocar o vinho à prova. Atualmente alguns vinhos, principalmente espumantes e brancos jovens, são tampados com rolhas de polietileno. Essas rolhas têm um coeficiente de permeabilidade maior que ao da cortiça, mas são pouco elásticas proporcionando uma vedação menos adequada. Possuem, no entanto a seu favor o baixo custo e impossibilidade do sabor de rolha. As rolhas são também souvenirs. Hoje é comum apreciadores de vinhos guardarem as rolhas em um recipiente decorativo de vidro ou cristal como forma de lembrarem dos grandes vinhos que provaram e dos agradáveis momentos que estas bebidas, em boa companhia, proporcionaram
